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Luta do Sintaema na CETESB e seu legado em defesa dos direitos e do meio ambiente

Por Anali Espindola M. de Campos*

A defesa do meio ambiente e da água como bem público sempre esteve no centro da atuação do Sintaema. Desde sua fundação, o Sindicato perfilou-se na linha de frente da luta pela preservação ambiental e pela valorização das trabalhadoras e trabalhadores que atuam diretamente nessa missão. Foi justamente essa bandeira que me inspirou a ingressar no sindicato, logo após minha entrada na CETESB.

Ingressei na empresa em 1985, como bióloga, e logo me filiei ao Sintaema, reconhecendo sua importância na defesa de direitos e na luta por um projeto ambiental comprometido com o povo e com o futuro do planeta.

2000 – Sintaema contra o desmonte na CETESB.

Em 1992, fui eleita delegada sindical. Desde então, vivi de perto lutas históricas, como a greve de 1989, quando o então governador Orestes Quércia demitiu diversas lideranças sindicais da CETESB. Foi um ataque brutal à organização dos trabalhadores e trabalhadoras. Mas, com firmeza e mobilização, o Sintaema organizou uma das greves mais importantes da nossa história e conseguimos a readmissão da maioria das lideranças injustamente demitidas.

Outro momento desafiador foi em 1999, quando perdemos nosso Acordo Coletivo por decisão judicial, fruto da concessão de efeito suspensivo que retirou todos os nossos direitos. Mais uma vez, houve perseguição às lideranças da CETESB. E mais uma vez, foi com luta que resistimos. A partir de 2000, reconstruímos o ACT, cláusula por cláusula, com unidade da base e determinação do Sindicato.

Durante a pandemia, o Sintaema também mostrou sua força: enfrentou o congelamento salarial decretado pelo governo estadual e garantiu os reajustes de 2020 e 2021, sendo uma das poucas empresas públicas do estado a conquistar essa vitória graças à pressão organizada e à mobilização constante da categoria.

1985 – Greve na CETESB.

Conquistamos, depois de muita luta, a PPR igualitária, uma vitória histórica para os trabalhadores e trabalhadoras da CETESB, que vem sendo paga de forma contínua nos últimos quatro anos — resultado direto da organização sindical e da pressão coletiva da categoria.

Hoje, seguimos com a mesma firmeza e unidade, lutando por um Acordo Coletivo forte, pela realização de concursos públicos, pela valorização dos delegados sindicais, por condições dignas de trabalho, plano de saúde de qualidade, manutenção da PPR igualitária e um ambiente de trabalho saudável e seguro.

No campo ambiental, seguimos na vanguarda, com participação ativa em atos como a Marcha pelo Clima, assento nos comitês de bacia hidrográfica e, por muitos anos, no Conselho Estadual de Meio Ambiente, levando a voz da classe trabalhadora ao centro do debate ambiental no estado. E lutamos pelo retorno desse assento, porque quem protege o meio ambiente também são os trabalhadores da CETESB, organizados, conscientes e mobilizados.

Essa é a história do Sintaema: uma história de resistência, de compromisso com o meio ambiente e de defesa incondicional dos direitos da classe trabalhadora.

*Anali Espindola M. de Campos é bi[ologa, trabalhadora da CETESB e diretora Saneamento e Meio Ambiente do Sintaema.

**Texto originalmente publicado na Revista Especial 50 anos do Sintaema.