Campanha salarial – Cetesb: Nenhum direito a menos!

Publicado em 09/05/2018

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Foi a partir desta premissa que o Sintaema condicionou o início das discussões sobre a campanha salarial dos trabalhadores e trabalhadoras na 1ª rodada de negociação com a CETESB. Não houve proposta.

No dia 7 de maio o Sintaema e demais sindicatos reuniram-se com representantes da CETESB para a 1ª rodada de negociação, onde a empresa não apresentou nenhuma proposta e o Sintaema, por sua vez, disse que as tratativas devem partir do patamar de “nenhum direito a menos”.

Repetindo o discurso de anos anteriores, a CETESB disse que é dependente do Tesouro do Estado, e que, portanto as negociações devem ser baseadas em sua capacidade orçamentária. E mais: que a empresa vem enfrentando dificuldades financeiras e frente a isso está implantando o Plano de Redução de Gastos com medidas necessárias para o equilíbrio das contas.

A CETESB também frisou que por ser este um ano eleitoral, há restrições econômicas. Embora não tenha apresentado nenhuma proposta, os representantes da CETESB informaram que o IPC-Fipe acumulado no período é de 1,29% e que as demais empresas do Estado que já fecharam suas campanhas seguiram este indicativo.

Porém, a empresa disse ainda não ter autorização para apresentar uma proposta econômica, mas que para tanto já está em tratativas com a Comissão de Política Salarial, inclusive para o reconhecimento da data-base.

Boa e má notícia: PPR 2017 será pago, já o plano de carreira não

O PPR de 2017 será pago até 3 de julho deste ano e que a empresa vem se esforçando para aprovar junto ao Codec o PPR 2018 para em breve assinar com os sindicatos, uma vez que já teve o aval do CAD.

Já sobre o Plano de Carreira referente à avaliação por competência de 2017 não será pago devido aos problemas financeiros.

Sintaema foi incisivo: nenhum direito a menos!

Em suas colocações, o Sintaema enfatizou que não aceitará redução de conquistas, que as negociações devem partir deste patamar, além da manutenção do acordo coletivo e o reconhecimento da data-base.

O sindicato destacou ainda a necessidade de rediscutir o banco de horas e expôs

os impactos da reforma trabalhista que estão dificultando ainda mais as negociações e consequentemente trazendo prejuízos aos trabalhadores.

“Vamos nos esforçar para fechar o acordo em mesa de negociação, mas não aceitaremos nenhum direito a menos”, finalizou o presidente do Sintaema e da CTB/SP, Rene Vicente.

As próximas rodadas de negociação serão nos dias 14 e 21 de maio.

Juntos na luta!

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