
O governo Tarcísio de Freitas deixa cada vez mais claro qual é o seu projeto para o Estado de São Paulo: desmonte dos serviços públicos, retirada de direitos e entrega de áreas estratégicas ao mercado. Sob o discurso de “reestruturação” e “modernização”, o governador anunciou como prioridade para 2026 uma série de mudanças que atacam diretamente a educação pública e o saneamento, dois pilares fundamentais para a vida do povo paulista.
Antes mesmo do período eleitoral, o Palácio dos Bandeirantes tenta acelerar a tramitação de projetos polêmicos na Assembleia Legislativa (Alesp), apostando no rolo compressor e na maioria governista para impor medidas que não dialogam com trabalhadores, sindicatos nem com a população.
No centro desse pacote estão mudanças profundas na carreira dos professores e a reestruturação do saneamento básico, que aprofunda o caminho da privatização iniciado com a Sabesp.
Ataques do governo Tarcísio de Freitas ao saneamento em São Paulo
- Reestruturação do saneamento básico no interior, imposta sem diálogo com trabalhadores, sindicatos e municípios
- Regionalização forçada dos serviços, com unificação de municípios em grandes blocos
- Centralização das decisões sobre água e esgoto nas mãos do governo estadual
- Retirada da autonomia municipal sobre o saneamento básico
- Criação de blocos que misturam municípios superavitários e deficitários, preparando o serviço para a privatização em pacote
- Aprofundamento do processo de privatização da Sabesp, agora sob nova roupagem administrativa
- Entrega do controle do saneamento ao mercado, tratando água e esgoto como mercadoria
- Risco de aumento das tarifas para a população
- Precarização dos serviços e piora no atendimento à população
- Ataque aos trabalhadores do saneamento, com ameaça a direitos, empregos e condições de trabalho
- Enfraquecimento do controle social e da participação popular sobre um serviço essencial
No saneamento, o projeto de regionalização não tem como objetivo garantir direitos ou universalizar o acesso à água. Trata-se de mais um passo estratégico para aprofundar a privatização, reduzir o controle social e transformar um direito essencial em mercadoria. A experiência recente já mostrou que privatização significa tarifas mais caras, precarização do trabalho e piora no atendimento à população.
Veja os principais ataques do governo Tarcísio para a Educação pública:
- Reorganização das carreiras da Educação, alterando regras históricas sem diálogo com professores e entidades representativas
- Avaliação de desempenho punitivista, que penaliza professores e transforma a carreira em instrumento de controle e pressão
- Legalização de medidas autoritárias, antes impostas por resoluções e já questionadas judicialmente
- Ataque à valorização profissional, com risco de congelamento de direitos, progressões e estabilidade
- Desvio de recursos da Educação, autorizado por PEC, fragilizando ainda mais a escola pública
O Sintaema denuncia que esse pacote faz parte de um projeto articulado de destruição do Estado, que enfraquece políticas públicas, retira direitos históricos e submete áreas estratégicas aos interesses do capital privado.
O Sintaema seguirá em luta
O Sintaema seguirá em luta permanente para denunciar os ataques de Tarcísio de Freitas, dialogar com a sociedade, fortalecer a mobilização da categoria e atuar em todas as frentes — política, sindical e jurídica — para defender o saneamento público, a educação e os direitos do povo de São Paulo.
📢 Não aceitaremos que a conta da privatização e do autoritarismo seja paga pelos trabalhadores e pela população. Água e educação são direitos, não mercadoria.







