Saneamento | O desafio da universalização

Publicado em 18/12/2020

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De acordo com documento divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional no último dia 15, cresceu o número de pessoas ligadas a redes de água e esgoto de 2018 para 2019.

O relatório, que faz parte do Diagnóstico de Prestação dos Serviços de Saneamento Básico 2019, mostra que 83,7% de brasileiros tiveram acesso à água tratada em 2019, sendo que em 2018 o índice era de 83,6%.

Embora quase metade da população ainda não tenha acesso a redes de esgoto, 96,5 milhões de pessoas em 2019, segundo dados do SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, nesse serviço também houve um pequeno avanço.

Hoje o percentual de pessoas atendidas com rede de esgoto é de 54,1%, sendo que em 2018 era de 53,2%. Porém apenas 49,1% do esgoto recolhido são tratados.

Os números mostram que o saneamento básico no país é um desafio e ainda está muito aquém do necessário, por isso é preciso investir muito mais recursos públicos para se alcançar a universalização, e paralelo a isso lutar para que seja derrubado o veto ao artigo 16 da nova lei de saneamento.

Ainda que os privatistas de plantão insistam na entrada da iniciativa privada como a salvação do setor, diversas experiências anteriores em vários países mostraram o contrário, que os serviços pioraram e as tarifas aumentaram, a ponto de voltarem para o poder público.

Saneamento é saúde, é vida, é dever do Estado, não pode ser visto pela ótica do lucro! Mais investimentos em saneamento, já!

Pela derrubada do voto ao artigo 16!

A luta continua!

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