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Precarização | Trabalhadores denunciam falta de higienização de bebedouros e caixas d’água nas unidades da Sabesp

Peça apresentada é baseada em um estudo elaborado a pedido do Sintaema e divulgado na semana passada • Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images.

O sindicato tem recebido uma série de denúncias graves que escancaram as condições de abandono impostas pela atual gestão privada da Sabesp. Falta de higienização de bebedouros e caixas d’água, além da ausência de dedetização e desratização, foram relatadas em diversas unidades espalhadas por todo o estado de São Paulo.

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Essas situações colocam em risco não apenas a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras, mas também comprometem a qualidade dos serviços prestados à população, já que o sucateamento das condições internas impacta diretamente a operação do saneamento.

Um dos exemplos mais alarmantes é o do Prédio de TI KX – Costa Carvalho, onde os problemas se acumulam sem qualquer resposta efetiva da empresa:

  • Elevador quebrado desde o final de novembro de 2025, obrigando trabalhadores — inclusive pessoas com problemas de saúde — a utilizarem escadas diariamente;
  • Ar-condicionado com funcionamento precário, com falhas constantes e até desligamento em pleno verão;
  • Água com sabor ruim em alguns andares, levantando sérias preocupações sobre a qualidade da água e a falta de higienização dos reservatórios;
  • Tratamento desigual no regime de trabalho remoto: enquanto funcionários da Costa Carvalho têm dois dias de remoto, trabalhadores da área de TI têm apenas um, mesmo diante de condições degradantes;
  • Mobiliário antigo e inadequado, em desacordo com normas da ABNT, prejudicando a saúde, a ergonomia e a dignidade no ambiente de trabalho.

E para íorarO gerente da área tem colocado obstáculos, dificultando a entrada do diretor do sintaema nas dependência do prédio da TI.

Gestão privada, abandono e violação de direitos

Antes da privatização, as unidades da Sabesp tinham autonomia para realizar a higienização de caixas d’água, limpeza de bebedouros, dedetização e desratização de forma regular, conforme previsto por lei. Com a privatização, segundo informações recebidas pelo Sintaema, essas atividades foram centralizadas, concentrando decisões e atrasando intervenções básicas.

O resultado é um cenário de abandono, precarização e violação de direitos, com trabalhadores consumindo água de qualidade duvidosa, submetidos a ambientes insalubres e sem garantias mínimas de saúde e segurança no trabalho. Isso fere normas trabalhistas, princípios básicos de saúde ocupacional e desrespeita quem constrói diariamente o saneamento no estado.

Prejuízo direto para a população

A lógica da gestão privada, que prioriza corte de custos e maximização de lucros, não atinge apenas os trabalhadores. Ela prejudica diretamente o conjunto da população, pois compromete a qualidade, a segurança e a confiabilidade dos serviços de saneamento.

Unidades sucateadas, trabalhadores adoecidos e ambientes insalubres significam mais riscos operacionais, mais falhas e menos capacidade de resposta para atender a sociedade com a qualidade que o saneamento exige.

Em 2026, o Sintaema vai intensificar a Operação Pente-Fino e cobrar providências imediatas

O Sintaema seguirá com a Operação Pente-Fino, fiscalizando, recebendo denúncias e cobrando medidas imediatas da gestão da Sabesp. É inaceitável que, após a privatização, a empresa trate seus trabalhadores e trabalhadoras com descaso, colocando em risco a saúde, violando direitos e comprometendo um serviço essencial para milhões de paulistas.

Garantir água potável, ambientes adequados, acessibilidade, controle de pragas e condições dignas de trabalho não é favor — é obrigação legal e moral. O sindicato seguirá na luta para que a Sabesp respeite quem faz o saneamento acontecer e para defender a população contra os efeitos do sucateamento e da lógica do lucro acima da vida.