O Sintaema alerta a categoria e a população para os dados alarmantes revelados pelo relatório “Resistindo ao Domínio dos Ricos: Defendendo a Liberdade Contra o Poder dos Bilionários”, lançado pela Oxfam. O estudo escancara como a concentração extrema de riqueza avança em ritmo acelerado, colocando em risco direitos humanos, liberdades civis, serviços públicos e a própria democracia.
Segundo o relatório, o crescimento recorde da riqueza dos bilionários amplia seu poder político e econômico, permitindo que influenciem decisões públicas, capturem políticas de Estado e aprofundem desigualdades sociais. Esse processo tem impactos diretos sobre áreas estratégicas como saúde, educação, energia e saneamento, transformando direitos em mercadorias.
O estudo reforça que a desigualdade não é inevitável e nem fruto do acaso: ela é resultado de escolhas políticas. Quando governos optam por privatizações, cortes de investimentos públicos e submissão aos interesses do grande capital, o resultado é a precarização dos serviços, o enfraquecimento do Estado e o aumento do sofrimento da população trabalhadora.
No Brasil e em São Paulo, esse modelo se expressa de forma concreta na política de privatização e na lógica de lucro aplicada à Sabesp. A mercantilização da água compromete o acesso universal ao saneamento, aprofunda desigualdades territoriais e sociais e coloca em risco um direito humano fundamental: o direito à água.
Dados que escancaram o abismo social
O relatório da Oxfam apresenta números que revelam a gravidade da concentração de riqueza e poder no mundo:
- A riqueza coletiva dos bilionários cresceu US$ 2,5 trilhões em 2025, alcançando US$ 18,3 trilhões, o maior valor já registrado;
- Esse crescimento foi três vezes mais rápido do que a média dos últimos cinco anos;
- Desde 2020, a riqueza dos bilionários aumentou 81%, enquanto quase metade da população mundial vive na pobreza;
- Uma em cada quatro pessoas no mundo não tem acesso regular a comida suficiente;
- O número de bilionários ultrapassou 3.000 pessoas pela primeira vez;
- Bilionários têm 4.000 vezes mais probabilidade de ocupar cargos políticos do que cidadãos comuns;
- Países altamente desiguais apresentam sete vezes mais risco de retrocessos democráticos.
Água não é mercadoria: é direito
Para o Sintaema, esses dados ajudam a compreender o que está por trás das políticas de privatização e da retirada de direitos: a concentração de poder nas mãos de poucos e a transformação de serviços essenciais em fonte de lucro e a chamada financeirização da água..
O sindicato reafirma que água e saneamento não podem ser tratados como mercadoria. São direitos humanos fundamentais e devem ser garantidos de forma universal, pública, com controle social e investimentos permanentes.
O Sintaema seguirá denunciando a lógica da mercantilização da água, combatendo a precarização dos serviços e lutando para que o saneamento seja um instrumento de saúde, dignidade, justiça social e desenvolvimento — e não mais um negócio para enriquecer bilionários às custas do povo.
Confira a íntegra do Relatório:
1768514534760Davos_2026_BRDefender o saneamento público é defender a democracia, os direitos e a vida.







