Home Destaque fixo Abandono da segurança na Sabesp: de Guarapiranga a Mairiporã, trabalhadores seguem em...

Abandono da segurança na Sabesp: de Guarapiranga a Mairiporã, trabalhadores seguem em risco

A sensação é de déjà-vu. Mas infelizmente não é notícia antiga. É mais um capítulo da mesma história de abandono e insegurança vivida pelos trabalhadores e trabalhadoras da Sabesp em todo o estado.

Leia também – Sintaema flagra abandono e risco grave na Estação de Captação de Água Bruta na Sabesp Boituva (SP)

Na madrugada desta segunda (23), a Oficina de Manutenção Guarapiranga, localizada na Rua José Rafaeli, 284, foi novamente alvo de criminosos. Desta vez, os assaltantes invadiram a oficina central e levaram fios e equipamentos (veja vídeo abaixo), repetindo um padrão que já se tornou rotina: roubo de cabos, invasões e total vulnerabilidade dos locais de trabalho.

Não é um caso isolado. É um problema estrutural.

De Guarapiranga a Mairiporã, ninguém escapa da situação de insegurança imposta pela própria gestão da empresa, que insiste em economizar justamente onde não pode: na proteção da vida dos trabalhadores e na segurança das unidades operacionais.

Em Mairiporã, os funcionários da agência procuraram a diretoria do Sintaema para pedir ajuda. O local vem funcionando sem qualquer esquema adequado de segurança, expondo os trabalhadores a riscos diários. A unidade recebe público constantemente — pessoas que chegam com reclamações, muitas vezes em situação de tensão — e mesmo assim não há vigilância suficiente, nem estrutura mínima para garantir tranquilidade e integridade física da equipe.

Leia também – Carapicuíba e Barueri: insegurança e medo viram rotina na Sabesp

É inadmissível.

A Sabesp precisa assumir sua responsabilidade. Não se trata apenas de patrimônio, fios ou equipamentos. Estamos falando de vidas. Estamos falando de trabalhadores e trabalhadoras que mantêm o saneamento funcionando todos os dias, sob chuva, sol e pressão.

A política de enxugamento, terceirizações e cortes compromete diretamente a segurança nas unidades. Quando se reduz vigilância, quando não se investe em infraestrutura, quando se ignora alertas da base, o resultado é esse: insegurança generalizada.

Leia também – Descaso continua na ETA Tatuí: entulho, insegurança e risco à vida da categoria

O Sintaema irá acionar seu Departamento Jurídico para analisar a situação e apresentar saída. Não aceitaremos que a insegurança vire normalidade.

Seguiremos denunciando, cobrando e mobilizando. Porque trabalhador não é descartável. Segurança não é gasto, é obrigação.

Chega de descaso. Exigimos mudança urgente.