O Sintaema volta a denunciar a escalada de roubos e invasões nas unidades da Sabesp na região de Barueri e Carapicuíba. O cenário, que já se tornou rotineiro, revela a fragilidade da segurança nas instalações da empresa e expõe trabalhadores e trabalhadoras a riscos permanentes — além de comprometer diretamente o abastecimento da população.
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Durante o Carnaval, a Elevatória de Água Tratada do Jardim Tupã, em Barueri, foi alvo de furto e vandalismo. A ação criminosa danificou equipamentos essenciais e deixou oito bairros sem água, conforme informado pela própria empresa. A consequência é imediata: moradores pagando a conta do descaso com a segurança.
Em janeiro deste ano, o polo de Carapicuíba voltou a ser invadido. Criminosos arrebentaram o cadeado da oficina de adução e roubaram cabos elétricos de cobre. Máquinas de uso diário e computadores foram deixados para trás — o alvo eram os materiais de maior valor no mercado ilegal.
“Também durante o Carnaval, o mesmo local já havia sido invadido: desta vez, os ladrões desmontaram o painel de uma retroescavadeira nova e levaram placas eletrônicas”, destaca a direção do Sintaema.
O padrão se repete. As invasões se multiplicam. E a empresa segue apostando em medidas que claramente não têm sido suficientes.
O Sintaema já se reuniu com o setor de segurança da Sabesp, alertando sobre a necessidade urgente de reforço no número de vigilantes. As unidades possuem quatro acessos — dois por Carapicuíba e dois por Barueri — todos com efetivo insuficiente. A resposta da empresa tem sido o discurso de ampliação da segurança por meio de câmeras. Mas os fatos demonstram que monitoramento remoto não substitui presença física, especialmente em unidades que operam 24 horas por dia.
Não é de hoje que o Sindicato denuncia essa situação. “Há meses cobramos ações efetivas, plano concreto de segurança e investimentos reais na proteção das unidades e dos trabalhadores. Enquanto isso, a empresa divulga números grandiosos de investimentos, mas na prática o que se vê é vulnerabilidade, equipamentos destruídos, unidades invadidas e trabalhadores inseguros”, frisa a direção.
O Sintaema exige da Sabesp:
- Reforço imediato no efetivo de segurança presencial;
- Plano estruturado de proteção das unidades operacionais;
- Transparência sobre as medidas adotadas;
- Garantia de condições seguras para quem trabalha 24 horas mantendo o sistema em funcionamento.
Trabalhador não é escudo.
E a população não pode continuar pagando pela política de descaso da empresa.








