Plano de Carreira: uma conquista repleta de incertezas

Publicado em 10/11/2008 00:00

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Há mais de 20 anos o plano de carreira é uma conquista perseguida pelo Sintaema em conjunto com trabalhadores da Cetesb, e a expectativa gerada após o fechamento da campanha salarial desse ano foi muito grande, uma vez que sua implantação passou a fazer parte do Acordo Coletivo efetivamente. No entanto, o plano que será implantado não é o que foi discutido pelos sindicatos e CRF. O Codec/CPS promoveu modificações que alteraram muito suas características iniciais. O plano inicial já continha restrições, mas, para que os trabalhadores da Cetesb pudessem ter um, o Sintaema e demais entidades concordaram em discuti-lo a partir das orientações do próprio Codec, porém agora outras restrições foram impostas, fazendo com que o plano ficasse ainda mais limitado. Além disso, o processo não está sendo transparente, visto que diversas informações ainda não foram disponibilizadas ao Sintaema. Apenas foram passadas algumas informações de forma genérica, entre elas é que houve uma diminuição no valor da implantação do plano de 10 para 2,66% da folha de pagamento e até o fechamento desta edição não foi informado os detalhes sobre onde esses cortes vão refletir. A alegação é de que o quadro de funcionários da Cetesb sofrerá uma alteração e tem que ser aprovada pelo governador, e por esse motivo não é possível detalhar as alterações geradas pelos cortes efetuados pelo Codec. O Sintaema não acredita que um plano que ficou por mais de dois anos nas instâncias do governo ainda precise ser avaliado, e se a questão for apenas formal, também não há motivos para que as informações não sejam passadas. Portanto, as entidades temem que mais cortes poderão vir. Além dessas questões, a Cetesb apresentou outras alterações que foram efetuadas pelo Codec, entre elas a proibição do acerto dos desvios de função e a diminuição da porcentagem salarial entre os graus, que passa de 5% para 2,5%. Também não foi informado quando o plano será efetivamente implantado, e, embora a empresa afirme que retroagirá a 1º de outubro, o Sintaema continuará cobrando essa data, bem como as devidas informações sobre a situação funcional dos trabalhadores a partir de sua implantação. Dessa maneira, faz-se necessário que a área de Recursos Humanos da Cetesb faça uma apresentação formal do plano para todos os trabalhadores, onde as dúvidas possam ser sanadas e os problemas resolvidos. Caso a implantação do plano não seja feita de forma rápida e transparente, o Sintaema usará de outros expedientes para que isso ocorra. Além disso, exigirá que a direção da Cetesb se empenhe junto aos órgãos do governo visando a melhoria do plano.

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