Dicas para melhorar o sexo na terceira idade

Publicado em 19/12/2013 00:00

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O casal deve aceitar as mudanças no corpo e aproveitar mais o tempo um com o outro
A sexualidade dos idosos foi sempre colocada em segundo plano, mas como a população de pessoas com mais de 65 anos cresce a cada dia no mundo, inclusive no Brasil, ela agora deve ser cada vez mais presente e praticada. Quando um casal enfrenta o fato de envelhecer de forma realista e tenta se adaptar a isto, não tem porque pensar em diminuir o prazer nas relações sexuais. Por dispor de mais tempo e mais intimidade do que quando jovens e também por não esperar grandes performances sexuais do outro, estão mais preparados para que a realização total venha em todas as formas de contato íntimo do corpo. A sexualidade existe de forma concreta em pessoas mais idosas e não há limites de idade para se manter uma atividade sexual mesmo com as mudanças fisiológicas e sociais. Havendo uma adaptação essas diferenças, a prática sexual pode e deve existir de maneira gratificante e prazerosa.

Mudanças no corpo
Há mudanças significativas no corpo do homem e da mulher quando eles alcançam a terceira idade. No corpo masculino ocorre a diminuição das taxas de testosterona e de dopamina, que é um neurotransmissor importante na resposta sexual. Ao mesmo tempo a produção de prolactina, hormônio que bloqueia o desejo sexual, aumenta consideravelmente. Por isso há uma queda no desejo sexual da maioria dos homens. Além disso, as áreas erógenas ficam concentradas na região dos genitais, e a excitação pelo toque na pele é muito difícil. O tempo para ter uma ereção é mais lento e após o orgasmo é quase impossível repeti-la. Há uma diminuição normal do volume de esperma, deixando mais difícil sentir o e segurar o orgasmo. Na mulher as mudanças são mais lentas e progressivas do que nos homens, e começam entre os 48 e 51, com a chegada da menopausa, ou seja o fim da menstruação e da função reprodutiva.Com a menopausa chegam mudanças fisiológicas atróficas na pele, mama, mucosa genital. Essas mudanças favorecem o aparecimento de dor durante a relação. Também há sintomas psicológicos como irritabilidade ou mudanças de humor, que variam de mulher para mulher. Efetivamente, a resposta sexual como a diminuição do desejo causado pela diminuição da produção de testosterona. As áreas erógenas, assim como nos homens, se concentram na região genital, tornando contatos em outras partes do corpo quase sem efeito. A intensidade e a capacidade de orgasmos se mantêm, mas os números de contrações orgásticos são menores, mudando a sua sensação. “Conseguir manter o cônjuge interessado é o grande segredo para ter uma vida sexual mais longa e ativa”. Na próxima edição traremos mais dicas!

Fonte: Texto de Celso Marzano – Urologia e Terapia Sexual, reproduzido do site www.minhavida.com.br

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