Brasil – O salário mínimo e a política macroeconômica

Publicado em 28/02/2011 00:00

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A política adotada para o salário mínimo, que inclui: reposição da inflação + Produto Interno Bruto (PIB), de dois anos anteriores, é vista como umas das principais conquistas dos trabalhadores nesses últimos oito anos. Sua aplicação contribuiu para o aquecimento do mercado interno e ao mesmo tempo, tornou – se um dos anteparos no enfrentamento da crise internacional. Porém, toda potencialidade do salário mínimo como um instrumento catalisador de distribuição de renda e inclusão social, é limitado e contido por conta da já surrada política macroeconômica em vigor. O tripé: juros altos; câmbio flutuante e superávit- primário, há muito tempo denunciado pelo movimento sindical por favorecer os interesses das oligarquias financeiras em detrimento do setor produtivo, continua devassando. O corte de R$50 bi do orçamento indica claramente quem verdadeiramente é beneficiado. Neste sentido, a opção entre desenvolvimento versus especulação torna– se o grande dilema a ser enfrentado por Dilma. O caráter, o sentido, e o conteúdo desse governo que se inicia, está muito em função de quais destes caminhos se trilhará. O movimento sindical, por meio das centrais, quando em audiência com membros do governo para tratar do salário mínimo, sem titubear, deixou claro que o pau vai cantar caso o governo decline em favor da especulação. Nas condições do Brasil de hoje, exigir do governo a consecução de um novo modelo econômico de desenvolvimento baseado na valorização do trabalho, distribuição de renda, inclusão social, reforma agrária, sustentabilidade ambiental e soberania nacional, é justo, coerente, e pode ser concretizado. Essa proposta visa superar o contraste existente no Brasil como uma das economias mais fortes do planeta, e ao mesmo tempo ostenta um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Gerações de trabalhadores deram o melhor de si no intuito de eliminar essa discrepância. Porém, sempre, defrontou com o outro lado, composto por sucessivos governos e detentores do capital que sempre agiram de maneira articulada. Ao nosso ver, a correlação de forças encontra– se num momento mais favorável para as mudanças, e os trabalhadores não podem desperdiçar essa oportunidade. Convencido disso, o Sintaema como entidade representativa, que sempre se fez presente nas principais lutas dos trabalhadores brasileiros e, como partícipe deste movimento, dará sua contribuição de acordo com o mencionado. Somente assim, poderemos otimizar as potencialidades do Brasil em favor dos trabalhadores e do povo brasileiro.

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