
Nesta segunda (9), diversas entidades e movimentos sociais se reuniram para construir uma resposta coletiva à grave crise no abastecimento de água e aos sucessivos aumentos nas tarifas. Participaram do encontro representantes do Ondas, MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), Facesp, movimentos de moradia e lideranças partidárias, em diálogo com o Sintaema.
A reunião teve como principal encaminhamento a organização do ato do dia 19/02 e a elaboração de uma carta aberta à população, denunciando a realidade enfrentada diariamente por milhares de famílias: falta d’água, serviço precário e contas cada vez mais altas.
A carta escancara uma lógica perversa imposta após a privatização do saneamento: o lucro passou a valer mais do que a necessidade da sociedade. Todos pagam a conta, mas muitos são penalizados. Nas periferias, a situação é ainda mais grave, com abastecimento irregular, ausência de água tratada durante todo o dia, reparos demorados e nenhuma previsão clara de normalização do serviço.
Mesmo sem água nas torneiras, as contas continuam chegando — e sempre com reajustes. Uma contradição absurda que mostra como a privatização do saneamento da Sabesp se transformou em um emaranhado de manobras e artifícios financeiros, articulando interesses do mercado com o poder público estadual, enquanto a população sofre as consequências.
O Sintaema reafirma que água é um direito, não mercadoria. Em um ano eleitoral, o desafio é ainda maior: dialogar com a população e mostrar que a lógica do lucro é inversamente proporcional à qualidade dos serviços públicos. Onde o mercado manda, o povo paga mais e recebe menos.
A luta por água de qualidade, tarifa justa e saneamento público segue firme. O ato do dia 19 de fevereiro será um passo importante para denunciar os abusos, cobrar responsabilidades e defender o direito básico à água para todos.







