Sabesp/Sabesprev – Planos de saúde: proposta da Sabesp prevê administração pela própria empresa

Publicado em 20/07/2018 16:23

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Para dirimir boatos que circulavam pela categoria de que os planos de saúde da Sabesprev iriam acabar e cobrar uma posição da empresa sobre o assunto, o Sintaema e demais entidades representativas estiveram em reunião no dia 19 de julho com a presidente da Sabesp, Karla Bertocco, na Sede da empresa.

Foi uma longa reunião que adentrou a noite para que todas as dúvidas fossem esclarecidas e que os participantes pudessem ter informações oficiais sobre as possíveis mudanças nos planos.

Diferentemente da informação que foi falsamente alardeada, os planos de saúde não serão extintos, inclusive para os aposentados, e muitos menos os tratamentos em andamento serão interrompidos.

Proposta prevê contratação de operadoras de saúde diretamente pela Sabesp

A proposta preliminar da Sabesp, que ainda será submetida à consulta pública e a ampla análise das entidades, da comissão de saúde e dos próprios trabalhadores, é uma remodelagem dos planos no sentido de que eles sejam sustentáveis e administrados pela própria empresa via Superintendência de RH. Atualmente o modelo pela Sabesprev é o de autogestão

Acompanhada pela FIPE, a remodelagem foi projetada com 120 cenários possíveis até chegar a um modelo considerado ideal pela fundação, que é o Plano administrado por uma empresa que já tenha outras massas de usuários.

Para tanto, o objetivo é buscar no mercado as grandes operadoras de planos de saúde porque, segundo a empresa, devido ao grande número de usuários de que elas dispõem os custos são menores. Após isso, contratar a que apresentar a melhor proposta levando em conta as exigências mínimas da rede de atendimento que serão estipuladas no edital.  A presidente da Sabesp afirmou que a contratação manterá as condições dos planos existentes.

Déficits crescentes

A Sabesp mostrou gráficos nos quais os déficits dos planos continuam em uma curva crescente apresentando saldos negativos todos os meses, e mostrou algumas das variáveis que aumentam os custos, como novas coberturas de acordo com a Agência Nacional de Saúde – ANS e os reajustes dos procedimentos médicos que são maiores que a inflação.

Indagada sobre a coparticipação, a presidente da Sabesp disse que dependendo dos resultados com as novas premissas poderá haver espaço para mudanças na coparticipação, e que esta discussão pode ser abordada nas reuniões da comissão de saúde. 

Novo modelo

A proposta apresentada prevê 3 planos para empregados, inativos e dependentes legais e 2 planos para agregados e designados, não haverá interrupção nos tratamentos médicos existentes durante a transição e será respeitado o acordo feito com os aposentados no valor da mensalidade. A cobertura é nacional para urgências e emergências.

Consulta pública

De acordo com o cronograma, a consulta pública será publicada nos dias 23 e 24 de julho e irá até o dia 14 de agosto, portanto todos os trabalhadores poderão opinar. Somente depois de esgotados todos os debates com as devidas informações aos trabalhadores e aprovação em assembleia soberana é que será aberto o processo de licitação, embora exista o prazo no cronograma.

A conclusão do trâmite está prevista para ocorrer até o final deste ano com início da implantação dos planos a partir de janeiro de 2019.

Sintaema avisou: não aceitaremos nenhuma mudança sem a aprovação dos trabalhadores

O Sintaema expôs suas preocupações diante desse possível cenário e frisou à presidente da Sabesp que somente tomará uma decisão depois de conhecer a proposta com detalhes, discutir amplamente com os trabalhadores e ter certeza de que toda e qualquer mudança não prejudicará a categoria.

“Perder a autogestão gera insegurança nos trabalhadores. É preciso que o novo modo de administração tenha o cuidado necessário para manter o atendimento que existe hoje, com rapidez e eficiência, inclusive mantendo os agregados”, disse o vice-presidente e diretor de comunicação do Sintaema, José Faggian.

Essa é a contradição do sistema no qual ficamos reféns do mercado, por isso a luta precisa ser intensificada”, enfatizou o presidente do Sintaema, Rene Vicente. É preciso ampliar o debate com a categoria sobre essa proposta preliminar e acompanhar todo o processo. Vamos nos reunir quantas vezes forem necessárias para clarear esse assunto. Um novo plano deve ser acessível para todos os trabalhadores e aposentados, nenhuma mudança será feita sem a aprovação dos companheiros e companheiras da Sabesp”, finalizou.

A próxima reunião da Comissão de saúde, da qual o Sintaema faz parte, será no próximo dia 25. Juntos na luta, nenhum direito a menos!

Clique aqui e confira a apresentação da Sabesp, informe-se!


Todos juntos contra a MP do saneamento

Após a discussão sobre a questão dos planos de saúde, o Sintaema e demais entidades representativas expuseram suas contrariedades e preocupações quanto à MP do saneamento, que, em linhas gerais, entrega o setor à iniciativa privada, e pediram uma posição da presidente Karla Bertocco a respeito do assunto.

A presidente da Sabesp disse que também não concorda com a medida intempestiva e que as associações ligadas ao setor estão juntas contra a MP, inclusive com a possibilidade de entrar com uma Adin – Ação Direta de Inconstitucionalidade “Esta MP é surreal, não merece existir”, afirmou.

As entidades reunidas já se articulam para dar encaminhamentos de luta e contam com o apoio da presidente da Sabesp nesta luta.

Estamos juntos contra a privatização do saneamento!

 

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