Sustentabilidade da Fundação Florestal: Os rumos pós-reajuste

Publicado em 28/07/2014 00:00

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Os trabalhadores da Fundação Florestal conquistaram o reajuste, e agora pensar nas dificuldades, nas diferenças ideológicas, nas expectativas pessoais, nos entraves jurídicos que se apresentam trazem a necessidade de reflexão. 
Refletir sobre a pluralidade de pensamentos, entender que não há inimigos, mas pessoas que fazem suas funções segundo suas capacidades e visão de mundo, que em alguns momentos divergem, em outros concordam, e indo mais além, outros só criticam a tudo e a todos; dentro desse turbilhão existem aqueles que participam do processo e contribuem positivamente para a construção.
Divergir faz parte da natureza humana, mas a divergência pura e simples não constrói uma sociedade melhor. 
Temos visto um crescente progresso no diálogo das esferas administrativas da Fundação, bem como o próprio secretário do Meio Ambiente, Rubens Rizek, que tem se sensibilizado frente às questões da Fundação Florestal, através dos pleitos encaminhados pelo Sintaema em nome dos trabalhadores.
O grande desafio apresentado pelo secretário passa pela sustentabilidade financeira para a construção de uma agenda positiva em face das necessidades dos trabalhadores da Fundação Florestal.
Agenda esta que vai desde a recomposição dos benefícios, como a cesta básica,o vale refeição, o plano de cargos e salários, as condições dos locais de trabalho,a conservação das instalações das unidades, o atendimento do público dentro e fora das Unidades, dentre as tantas
necessidades elencadas, e que são conhecidas por todos os atores deste processo.
Este tema foi defendido pelo atual secretário de meio Ambiente, durante a reunião com o sindicato, quando falou das fontes de receita próprias para a Fundação Florestal, e na reunião que teve com o Sintaema no dia 01/07/2014, quando tratávamos do reajuste de 2014 e outras demandas.
O questionamento feito ao secretário é de que os avanços necessários para a Fundação não acontecem ainda por conta desta não ter receita própria, que se socorre do tesouro estadual para o reajuste, ao que perguntamos: qual seria a saída?
O secretário citou o SIGAP – Sistema de Informação e Gestão de Áreas Protegidas, como peça para debate e defesa para a saída desta situação. E por falar em SIGAP, no último dia 4 houve uma apresentação no auditório do Instituto Florestal, no Horto para os trabalhadores da Fundação Florestal abordando o SIGAP.
A criação do SIGAP criado através do Decreto n° 60.302, de 27/03/2014. Será esta a resposta? 
Os parques e as unidades de conservação, podem gerar a “sustentabilidade financeira” necessária sem destruir o meio ambiente?
São os debates que precisam estar na pauta coletiva, sem a construção de muros ou quintais para aglutinar inimizades ou intransigências ideológicas, pessoais, coletivas, partidárias, profissionais, técnicas e até talvez religiosas, enfim, sem “bairrismos”.
Enquanto existem aspectos legais e culturais que não ajudam, há muita gente que reclama; existem outros que procuram o Sindicato como entidade representativa dos trabalhadores, citando como exemplo os trabalhadores do Instituto Florestal, onde também se apresentam os mesmos desafios para com o conjunto dos trabalhadores desta instituição.
É possível que alguma expectativa particular não atendida gere reclamações, mas que não podem ser a pauta norteadora para a busca de soluções.
Como então fazer este debate, incluindo todos os atores do processo, comunidades afetadas, trabalhadores, instituições e tantos outros sem comprometer o patrimônio público, ambiental e o futuro ?
Como colocar o capital intelectual acumulado pelos trabalhadores da Fundação Florestal na pauta principal deste debate, como valorizar a carreira destes, que fazem o trabalho duro, que conhecem os percalços da instituição, e que por muitas vezes são preteridos em nome de “comissionados” que também são trabalhadores e merecem todo o respeito, mas que acabam por se socorrer do conhecimento acumulado pelos carreiristas da Fundação? 
O Sintaema está nesta discussão e contamos com a colaboração dos trabalhadores para este debate seja rico, plural, democrático, valorizando as ações positivas de todos os atores, e principalmente, defendendo o Meio Ambiente saudável para as próximas gerações. 
Juntos na luta!

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