Plano de cargos e salários: uma necessidade moral

Publicado em 28/05/2008 00:00

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O Sintaema e o CRF da Fundação Florestal estão lutando pela implantação de um Plano de Cargos e Salários, um devido reconhecimento aos trabalhadores, muitos com 20 anos de Fundação, outros exercendo funções de direção sem sequer ganharem de forma compatível. Profissionais que devido a sua larga experiência e conhecimento desenvolvem trabalhos/estudos, mas que no final do projeto vêem outros levarem o bônus de seu trabalho. Além disso, há a precarização, com o fantasma da terceirização batendo à porta. Por outro lado, há a multifuncionalidade nivelada pelo salário mais baixo e a sobrecarga de trabalho recaindo sobre todos (com a devida cobrança por parte da empresa). A pressão é enorme!! Companheiros e companheiras que ao longo de sua história profissional sempre primaram pela qualidade de seus trabalhos, hoje são forçados a enxergar apenas a quantidade. Não há previsão de Concurso Público (e nem, ao que tudo indica, vontade do Governo do Estado para tal) que dê um horizonte de distencionamento desta pressão. Estagiários não resolverão o problema. A desmotivação é geral no quadro funcional devido à falta de perspectiva profissional e de ascensão salarial na empresa. É cada dia mais insuportável trabalhar numa instituição sabendo que não temos nenhum reconhecimento por parte dela, nem pelo trabalho presente, nem por tudo que construímos nestes anos de história da Fundação. Como pode a Fundação querer se firmar como uma grande instituição na área ambiental do Estado sem corrigir este grande entrave que existe, sem reconquistar a motivação de seus trabalhadores, principais responsáveis pela Fundação ser o que é? É preciso uma mudança imediata desse cenário de descontentamento, a necessidade é muito mais que econômica, hoje já é uma verdadeira necessidade moral para com os trabalhadores. E esta é, com certeza, a principal bandeira dos trabalhadores para este ano. Vontade política e disposição de mudar verdadeiramente é o que esperamos desta direção. A contrapartida, os trabalhadores darão, como sempre deram, com o melhor de seu trabalho.

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