Editorial – Unidade de Ação e elevado grau de consciência

Publicado em 13/06/2005 00:00

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Em todas as campanhas salariais sempre fica em nossas memórias alguma coisa que distinguiu aquela campanha das outras. Sendo assim a cada ano os trabalhadores sempre têm algo a ensinar. Neste particular, permitam-me uma reflexão sobre a rica experiência protagonizada pelos companheiros da Sabesp na campanha que se encerra. Além da forte unidade de ação, característica de nossa categoria, o elevado grau de consciência se sobressaiu em um item importante da pauta: a estabilidade no emprego, que, aparentemente, afetaria uma parte do efetivo da Companhia. E em que ponto avançamos? Excluimos a possibilidade de demissão no caso da não renovação de contratos de concessão entre Sabesp e Municípios. Esta conquista tornou-se o ponto central e decisivo no momento da deliberação pelo encerramento da greve. O que chama a atenção é que os que estavam na referida assembléia eram basicamente trabalhadores da Capital, onde sequer existe contrato de concessão, e funcionários da Grande São Paulo, onde os contratos , em sua maioria, ainda estão por vencer. Ou seja, os trabalhadores do Interior, onde o problema se concentra, não puderam participar desta assembléia. Mas companheiro que é companheiro não titubeia. Os milhares presentes na assembléia final firmaram a convicção e só votaram, com muito entusiasmo e vibração, diga-se de passagem, quando a empresa avançou nesta questão. Este foi o acontecimento mais sublime dessa vitoriosa greve realizada pelos trabalhadores da Sabesp.

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