Desrespeito com a segurança do trabalhador

Publicado em 23/04/2007 00:00

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Há algum tempo um grave acidente ocorreu na Sabesp de Campo Limpo Paulista, ligada a RJJ, quando um trabalhador caiu de um poste, em um local em que a área de segurança da empresa já havia alertado sobre os riscos. Mesmo assim esse trabalhador recebeu ordens para a execução da tarefa que quase custou sua vida. Esta unidade apresenta vários problemas e um déficit grande de pessoal, equipamentos e instalações. Com grande dificuldade, o Sintaema, a área de segurança da empresa e a Cipa local, vêm realizando ações no sentido de tentar suprir esses déficits e garantir minimamente a segurança dos trabalhadores. Essas ações consistem em tentar conscientizar os trabalhadores e sensibilizar a chefia. Existem também ações do sindicato junto ao ministério público do trabalho para exigir da empresa que tome as providências necessárias para que esses problemas sejam sanados. Embora todo esse esforço combinado esteja sendo feito, no dia 28 de março, os trabalhadores de Campo Limpo Paulista, acionaram a segurança do trabalho da empresa e o sindicato sobre uma obra que estava sendo realizada sem a mínima segurança e com alto risco de acidente. A obra foi imediatamente paralisada para que as condições de segurança fossem criadas. Porém, logo após a interdição, a obra foi realizada nas mesmas condições, desrespeitando a determinação da área de segurança da empresa. Como os companheiros se recusaram a executar o serviço, a chefia utilizou mão de obra da empreiteira, visto que esses trabalhadores não têm informações dos riscos e nem quem os defenda. O Sintaema tomou ciência do fato e, juntamente com a área de segurança, tomou as providências cabíveis. Mas isto tudo não é suficiente. Até quando a vida dos trabalhadores será colocada em risco? Quando é que a diretoria da empresa vai voltar sua atenção para essa área tão precária e tomar a decisão de resolver problemas básicos existentes? Será que vai precisar morrer algum trabalhador para que isso aconteça? O Sintaema continuará cobrando providências.

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