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Sintaema na 6ª Conferência das Cidades | Barrar as privatizações é uma questão de segurança

No último dia da 6ª Conferência das Cidades, o Sintaema e a CTB reafirmaram seu compromisso histórico com o direito à cidade e com o saneamento público, universal e de qualidade. Em um debate marcado por posicionamentos firmes e análises consistentes, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) — representada por um diretor do Sintaema — apresentou um balanço da atuação da central no Conselho, destacando a defesa intransigente dos serviços públicos e da participação popular nas decisões estratégicas do país.

Outro ponto ressaltado foi a importância das próximas eleições nos espaços de representação e direção das entidades e conselhos. Defender um projeto comprometido com a classe trabalhadora é fundamental para enfrentar a retirada de direitos e avançar em conquistas concretas. Isso significa eleger representantes que lutem de fato pelos trabalhadores e trabalhadoras, que enfrentem a precarização e que defendam o fim da escala 6×1 — modelo exaustivo que adoece, desestrutura famílias e aprofunda a exploração.

Água  não é mercadoria

A intervenção da CTB foi direta ao ponto: não há política urbana justa sem saneamento público forte. Com pautas vivas e consequentes para o setor, a central levou à Conferência uma agenda sólida, centrada no enfrentamento à privatização e na denúncia dos impactos sociais desse modelo. Foram apresentados dados e análises que evidenciam como a lógica do lucro compromete investimentos estruturantes, precariza o trabalho e amplia desigualdades no acesso à água e ao esgoto tratado.

Durante o debate, também foi destacada a grave situação da Sabesp, que hoje enfrenta um processo acelerado de desmonte. A política de privatização tem gerado violações de direitos, precarização das condições de trabalho e insegurança operacional, afetando diretamente a população paulista. O resultado é um cenário de instabilidade e risco, em que o interesse público é substituído pela busca incessante por rentabilidade.

O Sintaema reforçou que saneamento é política pública essencial, não mercadoria. Água é vida — e vida não pode ser tratada como ativo financeiro. Ao longo da Conferência, a entidade e a CTB construíram alianças, dialogaram com delegados e apresentaram propostas que apontam para um modelo de desenvolvimento urbano inclusivo, sustentável e socialmente responsável.

Encerrando a participação na 6ª Conferência das Cidades, fica o saldo de uma atuação combativa, propositiva e alinhada aos interesses da classe trabalhadora e da população mais vulnerável. A luta contra a privatização e pela valorização dos trabalhadores do saneamento segue firme — dentro e fora dos espaços institucionais.